Você que ser operador de máquinas pesadas?

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Então leia historia do João e a Escavadeira

João e a escavadeira
Era fim de tarde João vinha caminhando pela estrada
batida de terra com sua enxada nas costas, depois de
um dia cansativo de trabalho e já podia avistar sua
pequena e pacata cidade, quando várias carretas
passaram por ele tão rápido que não pode ver o que
estava levando de tanta poeira sobre seu rosto
cansado, que nem bravo conseguiu ficar e continuou
sua caminhada.
Logo na entrada da cidade João já com 19 anos voltou a
ser criança, ficou maravilhado ao ver aquela máquinas
de cor amarela, encima das carretas, que até então só
tinha visto em revistas e poucas vezes na tv.
Foi amor à primeira vista, João parou e abraçou sua
enxada e ficou ali por um bom tempo maravilhado,
sentiu um toque no ombro pode me dar uma força
rapaz.
Era Paulo o motorista de uma das carretas pranchas
que transportava uma escavadeira, João nem pensou já
se pôs pronto e entre uma conversa e outra soltavam
as sintas da máquina e Paulo muito brincalhão disse.
-Quer descer a máquina, João olhou pra ele.

-E ele disse é brincadeira, mais me diga ai, quer
trabalhar com agente?
João ficou assim… achou que era mais uma brincadeira
de Paulo, quando um senhor de cabelos grisalhos parou
o carro do lado.

  • E ai Paulo tudo certo?
  • Tudo certo sim chefe achei esse rapaz aqui que me
    deu uma força e desembarquei rapidinho, menino bom
    de serviço e precisando trabalhar, e perguntou o chefe
    Osvaldo a João.
  • O que você rapaz?
  • Só trabalhei na enxada e foice desde que entendo por
    gente.
  • Sabe onde fica o Hotel Paraíso?
  • Sei sim seu Osvaldo.
  • Então procura o Gustavo lá amanhã ele é o
    administrativo do RH fala que eu pedi pra ele fazer sua
    contratação.
    E João foi pra casa chegando lá foi contar a novidade
    aos pais, e falava, falava até que sua mãe falou, vai
    descansar, pois quem cedo madruga deus sempre
    ajuda, e assim João fez.
    Era bem cedo quando ele chegou ao hotel para falar
    com Gustavo e logo o recepcionista que já o conhecia
    falou.
  • Mais tão cedo João o senhor Gustavo só atende depois
    das 8:00 horas.
  • Não tenho pressa Fernando eu aguardo, e assim fez,
    aguardou o que foi preciso, ate que escutou uma voz.
    -Você quer falar comigo?
    Era o Gustavo.
  • Sim seu Osvaldo pediu que eu te procurasse para
    trabalhar com vocês.
  • A sim, ele me falou mesmo de você ontem a noite,
    você trouxe os documentos?
  • Sim senhor só falta as fotos, tenho que ir ate cidade
    vizinha tirar, pois aqui não tira.
    -Fica tranquilo João na parte da tarde a gente vai fazer
    o exame admissional ai a gente tira, e assim
    aconteceu…
    E quase no fim da tarde João chegou com Gustavo da
    cidade vizinha com tudo certo, ai Gustavo disse.
    -Vou te passar seu uniforme, e sua primeira tarefa vai
    ser arrumar mais 10 ajudantes pra mim.
  • Pode ficar tranquilo seu Gustavo já tenho uns amigos
    que estão interessados. E assim aconteceu…
    Quando João chegou à obra ficou abismado, pois já
    tinha tantas máquinas e caminhões que nem podia
    imaginar, seu Osvaldo o chamou e disse.
  • Você vai trabalhar com o greidista Célio, vamos lá, vou
    te apresentar: Célio este é um de seus ajudantes.
    Logo Célio saiu conversando e explicando o serviço que
    ele iria desempenhar, que era acompanhar o corte com
    a escavadeira hidráulica onde o tipo de serviço da
    máquina era escavação, carga e conformação de talude
    (rampa), sua função era se preocupar com o talude para
    que o operador não o furasse. João ficou maravilhado
    pois era a máquina que ele tinha ajudado a
    desembarcar, vamos João falou Célio, vou te apresentar
    o operador da máquina que você irá acompanhar.
  • E ai Canjiquinha tudo bem? Vim te apresentar o João
    que vai te auxiliar aqui no corte. Canjiquinha todo
    descontraído disse:
  • Seja bem vindo meu amigo! No que depender mim
    você vai se sair muito bem. E com o passar dos dias o
    senhor Osvaldo notava que João era um rapaz muito
    esforçado, pois quando a máquina estava parada ele ia
    ajudar seus amigos a catar raiz e estava sempre pronto
    para ajudar seja o que fosse, então o senhor Osvaldo
    pensou consigo mesmo “vou ajudar esse rapaz pois ele
    merece” Com o passar de mais uns dias seu Osvaldo
    chamou Canjiquinha para conversar.
  • E ai Canjiquinha e o João está trabalhando certinho?
  • Sim seu Osvaldo é muito trabalhador esse menino.
  • Você sabe se ele tem habilitação?
  • Tem sim seu Osvaldo inclusive a da categoria
    -Pois é Canjiquinha quero dar uma oportunidade pra
    esse rapaz pois parece que estou me vendo quando eu
    estava começando, pega ele nos horários de almoço e
    vá explicando o painel da máquina e quando for
    guardar a máquina deixa ele ir aprendendo a
    movimenta-la, mas só deixe movimenta-la depois que
    aprender o painel para ele se esforçar mais.
  • Vai ser um prazer seu Osvaldo, pois ele merece
    mesmo! No outro dia pela manhã o Canjiquinha disse:
    João, me ajuda a fazer a inspeção da máquina?
    Canjiquinha ia fazendo a inspeção e explicando o
    porquê e pra que, e João com muita atenção escutava e
    observava. E nisso se passaram 4 dias e todas a manhãs
    o Canjiquinha fazia inspeção com João e no quinto dia
    cedo, o Canjiquinha disse:
  • João faça inspeção na máquina pra mim, você já
    consegue fazer sozinho?
  • João todo confiante disse que sim. Pode deixar comigo!
    No final do expediente o Canjiquinha contou a
    novidade para o João.
    -João o seu Osvaldo gostou muito de você e disse pra
    mim te ensinar a trabalhar na máquina mas com a
    condição que você só irá movimenta-la depois que
    entender o painel, então amanhã traga um caderno e
    uma caneta e vamos embora que o dia já acabou.
    João parecia que não estava acreditando no que estava
    acontecendo, correu logo pra casa para contar a
    novidade para seu pai e sua mãe.
    No dia seguinte João chegou bem cedo primeiro que
    Canjiquinha e quando Canjiquinha chegou disse!
  • João faça a inspeção da máquina. Já esta pronta, tudo
    em ordem só trabalhar.
  • Parabéns João, sinal que
    você tem visão e pensa na frente, trouxe o caderno?
  • Trouxe sim!
  • Então senta no banco da máquina, vamos aprender o
    painel.
    E João sentou no banco da máquina com um brilho tão
    grande no rosto que parecia estar em outro mundo, o
    Canjiquinha explicava e ele desenhava os símbolos e
    escrevia os significados e a todo tempo que podia
    estava estudando aquelas anotações e se passou mais
    uma semana, no dia seguinte bem cedo João estava
    fazendo a inspeção da máquina quando o Canjiquinha
    perguntou:
  • E ai João estudou?
  • Estudei sim e muito!
  • Então vamos a sua primeira prova, senta ai no banco
    da máquina, e o Canjiquinha começou a perguntar pelo
    que tinha ensinado pra ele, até mesmo o Canjiquinha
    ficou surpreso, pois o João falou a simbologia da
    máquina ao pé da letra, e o Canjiquinha o parabenizou.
  • Parabéns João você tirou 10, trouxe o caderno e a
    caneta?
  • Trouxe sim!
  • Então vamos para a
    segunda parte, vou te ensinar como funcionar a
    máquina e alguns comandos de movimento.
    O Canjiquinha explicava e João desenhava e anotava
    tudo, e foi mais uma semana de estudos, decorando
    passo a passo como foi explicado pelo Canjiquinha.
    Uma semana depois…
    Seu Osvaldo parou ao lado da máquina e disse:
  • E ai Canjiquinha, como está nosso aluno?
  • Já está na hora de pegar a máquina pois esta saindo
    tão bem que até estou surpreso!
    -Muito bem, vou providenciar um crachá de
    treinamento do nosso aluno perante a segurança e o
    engenheiro da obra. No dia seguinte, o senhor Osvaldo
    parou o carro ao lado de João e disse:
  • Como vai João? O Canjiquinha me disse que você se
    saiu muito bem na parte teórica da máquina e o João
    ficou tão acanhado que não soube o que dizer.
    Seu Osvaldo eu quero agradecer pela oportunidade que
    o senhor esta me dando, muito obrigado mesmo!
    E o senhor Osvaldo muito sério tirou um crachá do
    bolço e disse:
  • Agora você já pode movimentar a máquina, mas faça
    por merecer e sempre que estiver na máquina, use esse
    crachá. João não podia acreditar no que estava
    acontecendo e correu logo pra contar a novidade para
    o Canjiquinha.
  • Olha Canjiquinha, o seu Osvaldo me deu esse crachá e
    disse que já posso movimentar a máquina!
  • Calma João, tudo no seu tempo! Hoje a tarde no fim do
    expediente você irá guardar a máquina para mim, e se
    tudo correr bem, vai traze-la para a frente de serviço.
    E João muito alegre custou esperar o fim do dia e de
    tanta ansiedade até chorou!

No fim do expediente o Canjiquinha o chamou e
solicitou que sentasse ali no banco e desse partida no
equipamento e assim o João fez. O Canjiquinha
ensinou os movimentos iniciais da concha e os
movimentos de deslocamento do equipamento na
sequência e João deslocou a máquina para seu destino
e ao chegar a estacionou certinho deixando a concha na
posição ensinada por canjiquinha, rente ao solo.
O canjiquinha ao ver aquele cuidado com o
equipamento e muita tranquilidade ao deslocar a
máquina, pela segunda vez o parabenizou!
-Parabéns João!
E mais uma semana se passou todos os dias cedo, o
rapaz fazia a inspeção e levava a máquina para a
frente de serviço e a guardava no fim do expediente.
Um dia na hora do almoço, o Canjiquinha chamou João:
Faça favor

  • Vou almoçar, e você irá tirar todo esse material desse
    lado e passar para o outro lado, tudo com muita calma
    sem pressa e lembre-se, a concha deve estar sempre
    cheia…
    João
    ficou tão empolgado que esqueceu até de almoçar e foi
    ao trabalho! Ele não
    sabia mas o Canjiquinha o observava atentamente e
    trinta minutos depois, o Canjiquinha
    se aproximou da máquina e deu outras dicas.

João fez do jeitinho que ele orientou e pensou consigo
mesmo: Nossa como ficou fácil. Ao passar mais uma
semana, o Canjiquinha novamente o orientou dizendo
estas confiante pois a obra esta tranquila ele iria
carregar o seu primeiro caminhão! Sem pressa e com
muita calma, estarei ao seu lado observando.
E assim aconteceu João fez quatro cargas com o
Canjiquinha ao lado assim que ele sentiu confiança no
João desceu e disse: continue assim com calma e tendo
cuidado.
E isso tinha tornado uma rotina na vida de João. O
obrigando a inspecionar máquina levar e trazer e as
vezes carregar alguns caminhões até que um dia o
senhor Osvaldo parou do lado do Canjiquinha e disse: O
Luciano da escavadeira 07 arrumou um emprego
melhor, já fiz varias ligações e não consegui outro
operador, você conhece algum?

  • Calma seu Osvaldo, o João já esta carregando muito
    bem é só o acabamento que ainda não tive tempo de
    ensina-lo mas como ele é muito inteligente e com
    minhas dicas, logo ele pegará, pode dar mais essa
    oportunidade pra ele. E a sim senhor Osvaldo fez,
    chegou ao lado de João e disse:
  • João como está?
  • Estou bem animado seu Osvaldo!
    Estou precisando de um operador de escavadeira, pois
    o Luciano irá sair e o Canjiquinha pediu pra mim te dar
    esta oportunidade pois você aprende fácil

Como sempre o João muito humilde disse:

  • Na parte de carregamento já estou carregando
    até bem, mas tenho muito a melhorar ainda e no
    acabamento ainda não tive oportunidade mas com
    ajuda que vocês estão me dando vou chegar lá, sou
    muito grato ao senhor e o Canjiquinha, pela
    oportunidade.
  • Que isso meu rapaz, você fez por merecer e amanhã
    quero que você vá trabalhar na escavadeira 07, vamos
    ver no que dá. Boa sorte! João mais uma vez se viu em
    outro mundo e correu para contar a novidade para o
    canjiquinha, e ao chegar próximo de seu amigo rindo e
    chorando contou a novidade, e agradecia sem parar.
    O Canjiquinha já confiante na capacidade do amigo,
    pediu para que sempre tenha humildade. E assim
    aconteceu João foi para a máquina no dia seguinte e
    seu Osvaldo muito satisfeito, com a produção sempre
    muito boa. João já estava a dois meses na máquina
    mais nunca tinha passado pela sua cabeça em pedir
    uma classificação, foi quando seus Osvaldo parou ao
    lado e o chamou e disse:
  • João, você está suprindo todas as necessidades da
    empresa e nunca pediu nada em troca, resolvi que vou
    te classificar como operador nível 2, pois você já esta
    afrente de muitos que são nível 3, e com fé em Deus
    você vai chegar a nível 1 ate o fim da obra.
  • Muito obrigado seu Osvaldo não tenho nem palavras
    para agradecer e quando cheguei aqui não sabia nem
    conversar, vocês me ensinaram tudo como posso
    cobrar algo em troca, só muito obrigado mesmo de todo
    o meu coração! E quando João recebeu seu primeiro
    pagamento como operador de escavadeira hidráulica,
    ele se emocionou pois era de uma família muito pobre e
    aquilo iria fazer a diferença na sua vida e na vida de
    seus pais. Algum tempo depois mais ou menos um ano
    após sua classificação, a obras chegava ao fim e o
    Canjiquinha ia ser transferido para uma nova obra que
    estava se iniciando e o João iria ficar para terminar o
    restante dos acabamentos, pois com o passar do tempo
    ele ficou muito bom nisso..
    E os dois se encontraram após os serviços, beberam e
    choraram, pois além de construírem a obra,
    construíram uma amizade para toda vida.
    E assim como senhor Osvaldo tinha prometido, João foi
    classificado de operador nível 1 antes do fim da obra.
    Mas não acabou por ai João ainda ficou muito tempo na
    empresa, foi para outros países se tornou um operador
    polivalente e como era muito inteligente e de muita
    visão, passou a líder e a encarregado geral de obras
    rodoviárias. Hoje aposentado, vive em uma cidadezinha
    do Brasil com uma família linda e muito feliz e mata a
    saudade do trecho quando visita alguns equipamentos
    locados que comprou ao longo da sua trajetória.
    Fim.

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